Você sabia que uma das mais importantes escrituras sagradas da Índia está disponível – na íntegra – em português e, ainda, com comentários do mestre Paramahansa Yogananda (autor do best-seller Autobiografia de um Iogue)? Pois é, em A Yoga do Bhagavad Gita, Yogananda apresenta, com clareza e profundidade, o que chama de “introdução à ciência indiana universal da realização divina”.

O livro está dividido em duas partes: Chaves para a sabedoria do Gita (qual o significado metafísico dessa batalha de Kurukshetra) e a própria escritura do Bhagavad Gita, com seus 18 capítulos na íntegra, mais algumas boxes explicativos.

Um presente ao nosso espírito buscador!

Esta obra é um resumo de God Talks With Arjuna – The Bhagavad Gita, que ainda se encontra disponível apenas em Inglês e Espanhol. Abaixo, um pequeno trecho, para dar um “gostinho” do A Yoga do Bhagavad Gita, lembrando que a tradução cuidadosa e fidedigna do Gita foi realizada por Yogananda e a tradução para o português foi feita por monges da Ordem Monástica da Self-Realization Fellowship.

O que é o Bhagavad Gita

Bhagavad Gita significa “Cântico do Espírito”. Seus versículos encontram-se no sexto dos dezoito livros que constituem o grande poema épico da Índia, o Mahabharata. (…) Esse venerável épico – talvez o poema mais longo da literatura mundial – narra a história dos descendentes do rei Bharata; os Pandavas e os Kauravas, primos cuja disputa do reino foi causa da cataclísmica guerra de Kurukshetra. O Bhagavad Gita, um diálogo sagrado a respeito da yoga entre Bhagavan Krishna – que foi ao mesmo tempo um rei terreno e uma encarnação divina – e seu principal discípulo, o príncipe Pandava Arjuna, julga-se ter ocorrido na véspera dessa horrível guerra.

(…) O pano de fundo histórico de uma batalha e dos guerreiros que dela participam foi usado para ilustrar a batalha espiritual e psicológica que se trava entre os atributos do intelecto discernidor puro, em sintonia com a alma, e a mente cega, engolfada nos sentidos sob a influência enganosa do ego. Em apoio a essa analogia, mostra-se ali uma correspondência precisa entre os atributos materiais e espirituais do homem descritos por Patânjali em seu Yoga Sutras e os bélicos competidores mencionados no Gita: o clã de Pandu representa a Inteligência Pura, e o rei cego Dhritarashtra representa a Mente Cega, com seus rebentos de tendências sensuais perversas (os Kauravas ou Kurus).

Esses sentidos subversivos – rebentos da mente sensorial cega – só produziram doença, preocupações mentais e a pestilência da ignorância e da fome espiritual, em virtude da falta de sabedoria no reino do corpo.

A despertada força da alma e o autocontrole desenvolvido pela meditação precisam tomar o reino e nele cravar a bandeira do Espírito, estabelecendo um reinado resplandecente de paz, sabedoria, abundância e saúde.”

A tradução da escritura por Paramahansa Yogananda

Os excertos dos abrangentes comentários de Paramahansaji incluídos nesta obra concentram-se no início do texto do Gita, fornecendo um vislumbre do simbolismo espiritual representado pelas figuras dos dois exércitos em guerra.

Fazer uma tradução que expresse plenamente as intenções do autor do Gita exige, certamente, que o tradutor tenha, por experiência pessoal, a percepção das profundas verdades e dos elevados estados de consciência espiritual que o Gita explica.

O verdadeiro modo de compreender a escritura é por meio da intuição, sintonizando-se a pessoa com a percepção interna da verdade. (…) Com o auxílio de um guru que tenha a realização divina, aprende-se a usar o quebra-nozes da percepção intuitiva para romper a dura casca da linguagem e da ambiguidade e obter a polpa da verdade nos dizeres das escrituras.

Essa explicação é seguida (na parte 2) pelos 700 versículos do Gita, em sequência ininterrupta. Tendo presente a chave alegórica fornecida na primeira parte do livro, o leitor poderá facilmente compreender a intenção do Senhor Krishna ao longo dos dezoito capítulos do diálogo do Gita: despertar seu discípulo Arjuna (e todos os buscadores espirituais) para que derrubem as forças psicológicas usurpadoras do corpo agrilhoado pelo ego e pela ignorância material e reivindiquem sua identidade espiritual eterna unificada com o Espírito.

Em uma obra resumida como esta, só se pode dar um vislumbre introdutório das profundidades vastas e inspiradoras encerradas no conciso texto do Gita – profundidades plenamente desveladas pelo profundo comentário de Paramahansa Yogananda a respeito de cada versículo, como apresentado nos volumes de God Talks With Arjuna. Aos leitores que desejem compreender a aplicação prática da sabedoria intemporal do Gita de modo mais amplo, recomenda-se a leitura da obra mais extensa (ainda não disponível em português).  

Em suma, a essência sublime do Bhagavad Gita é que a ação correta, a ausência de apego ao mundo e aos prazeres dos sentidos e a união com Deus pela yoga suprema da meditação de pranayama, aprendida de um guru iluminado, constituem a estrada real para alcançar a Deus.

 

A Yoga do Bhagavad Gita

Em “A Yoga do Bhagavad Gita”, Paramahansa Yogananda nos revela o significado mais profundo da simbologia oculta no Gita, considerada a Bíblia hindu. Neste livro, o autor do best-seller Autobiografia de um Iogue, nos ensina como os guerreiros que travam batalha no campo de Kurukshetra representam as tendências negativas do ego humano (Kuravas), lançando-se contra as qualidades divinas da alma (Pandavas). Mostra também como a ciência da meditação iogue pode nos ajudar a alcançar a alegria da vitória material e espiritual no campo de batalha da vida cotidiana. O livro contém, em sua primeira parte, algumas chaves para a compreensão do Gita e, na segunda parte, o conteúdo integral dessa sagrada escritura. Alguns dos temas: Usar a autoanálise e a introspecção para o crescimento pessoal ininterrupto • Métodos iogues para produzir uma vida de paz e harmonia interior • Compreender as forças psicológicas que auxiliam – e as que prejudicam – o progresso espiritual, entre outros.

Últimos posts por Blog da Cultura da Paz (exibir todos)

Comments

comments