“O antigo ditado ex oriente lux (‘do Oriente vem a luz’) não é um mero lugar-comum, pois a tocha da civilização, especialmente o cerne da tradição sagrada da eterna sabedoria, foi transmitida pelo hemisfério oriental. As criações advindas do Oriente Médio, do Judaísmo e do Cristianismo, que em grande parte modelaram nossa civilização em sua forma atual, foram influenciadas por ideias originárias de países mais ao leste, especialmente a Índia.” É isso que declaram Georg Feuerstein, Ph.D. e David Frawley, O.M.D. em In Search of The Cradle of Civilization: New Light on Ancient India, destacando a  primazia da cultura espiritual da Índia no mundo da antiguidade.

As escrituras da Índia “são a mais antiga filosofia e psicologia de nossa raça a subsistir”, afirma o renomado historiador Will Durant, em Our Oriental Heritage. Robert C. Priddy, professor de História da Filosofia na Universidade de Oslo, escreveu em On India’s Ancient Past: “O passado da Índia é tão antigo e de tal forma influenciou o surgimento da civilização e da religião, pelo menos para quase todos os povos do Velho Mundo, que a maioria pode afirmar que ele constitui, com efeito, os primórdios de nossa própria odisseia. A mãe da religião, com os primeiros ensinamentos espirituais do mundo pela tradição védica, contém a mais sublime e abrangente das filosofias.”

Em sua obra India and World Civilization, o historiador D. P. Singhal reúne documentação abundante acerca da nutrição espiritual concedida pela Índia ao mundo antigo. Ele descreve a descoberta de um vaso, em escavações próximas a Bagdá, que levou os pesquisadores à conclusão de que “em meados do terceiro milênio a.C., um culto indiano já era praticado na Mesopotâmia. Assim, a Arqueologia demonstrou que, dois mil anos antes das primeiras referências em textos cuneiformes a algum contato com a Índia, ela já enviava seus produtos manufaturados à terra onde estão as raízes da civilização ocidental.”

Jesus na Índia

A Índia é a mãe da religião. Sua civilização foi reconhecida como muito mais antiga do que a legendária civilização egípcia. Ao estudarmos essa questão, vemos como as antigas escrituras da Índia, antecedendo todas as demais revelações, influenciaram o egípcio Livro dos Mortos, o Antigo e o Novo Testamentos da Bíblia, assim como outras religiões.

Todas entraram em contato com a religião da Índia, e dela muito auferiram, pois a Índia especializou-se na religião desde tempos imemoriais.

E foi assim que o próprio Jesus viajou à Índia. O manuscrito de Notovitch nos diz: “Issa ausentou-se secretamente da casa de seu pai; deixou Jerusalém e, numa caravana de mercadores, viajou para o Sindh, com o objetivo de aperfeiçoar-se no conhecimento da Palavra de Deus e no estudo das leis dos grandes budas”.

Não significa que Jesus tenha aprendido tudo o que ensinou de seus mentores espirituais e daqueles com quem se associou na Índia e regiões vizinhas. Os avatares já vêm com seu cabedal de sabedoria. O tesouro de realização divina de Jesus foi meramente reavivado e moldado de forma a adequar-se à sua missão singular, durante sua permanência entre os sábios hindus, monges budistas e particularmente os grandes mestres da yoga, de quem recebeu iniciação na ciência esotérica da união divina por meio da meditação. Do conhecimento que acumulara e da sabedoria que brotara de sua própria alma em meditação profunda, ele destilou para as multidões parábolas simples acerca dos princípios ideais pelos quais se deve dirigir a vida aos olhos de Deus. Todavia, ele ensinou os mistérios mais profundos aos discípulos mais próximos, que estavam prontos para recebê-los, como está evidenciado no livro do Apocalipse de São João, no Novo Testamento, cuja simbologia tem correspondência exata com a ciência iogue da realização divina.

 

A Yoga de Jesus

Em A Yoga de Jesus, Paramahansa Yogananda tece uma leitura muito ampla dos evangelhos do mestre da Galileia, apontando para a unidade de conhecimento espiritual existente entre o Oriente e o Ocidente. A missão do indiano no continente americano, designada pelos mestres que o antecederam na sua linhagem, foi justamente a de mostrar a Verdade Única que reluz na intimidade dos ensinamentos de todas as verdadeiras religiões. Enquanto aprofunda a compreensão dos ensinamentos de Jesus, Yogananda traça um paralelo dos evangelhos com a sabedoria contida na bíblia do hindus, o Bhagavad Gita, de onde fluem os elevados ensinamentos de Sri Krishna, considerado o Cristo do Oriente. Nas passagens bíblicas citadas por Yogananda ao longo do livro, percebe-se que Jesus não só conhecia yoga, como também ensinou essa ciência sagrada, de realização divina, a seus discípulos mais próximos. A Yoga de Jesus é uma compilação da famosa obra do autor intitulada A Segunda Vinda de Cristo: a Ressurreição de Cristo Dentro de Você, fundamental para todos os que querem compreender em profundidade os ensinamentos de Jesus e sua aplicação prática para os dias de hoje na construção de uma Cultura de Paz.
Alguns dos temas apresentados: Os “anos desconhecidos” que Jesus passou na Índia •A antiga ciência da meditação: como tornar-se um Cristo • O verdadeiro significado do batismo • De que modo os princípios e métodos da yoga são equivalentes aos ensinamentos dos maiores santos e místicos cristãos.
Sobre Jesus, disse Yogananda: “Ele ensinou a ciência completa da yoga, o caminho transcendente da união divina por meio da meditação.”

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