Yogananda

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“Toda mulher é, para mim, uma representante da Mãe. Vejo a Mãe Cósmica em todas”, disse o mestre iogue Paramahansa Yogananda.  A profunda ligação que o indiano tinha com a sua mãe, no entanto, era bem especial. Logo no início do clássico espiritual que o tornou conhecido no mundo todo, o livro “Autobiografia de um Iogue”, ao retratar o período da infância, ele enaltece a figura de Gyana Prabha: “…Era uma rainha de corações e nos educou inteiramente pelo amor.”. Através dela, Yogananda entrou em contato com as tradicionais escrituras sagradas de seu país. “Ela recorria ao Mahabharata e ao Ramayana para dali retirar histórias adequadas às exigências disciplinares.”. Junto do pai, Bhagabati Charan Gosh, Gyana levou o filho, ainda bebê, para o guru Lahiri Mahasaya abençoar. Na ocasião, Lahiri lhe disse: “Mãezinha, teu filho será um iogue. Como uma locomotiva espiritual, conduzirá muitas almas ao reino de Deus.”. A profecia se cumpriu e, onde esteve, Yogananda propagou a mensagem divina comprometido com a linhagem de gurus da qual fazia parte e honrando a seus pais, por quem sempre teve profundo respeito e amor.

 

Gandhi

mae-gandhiMahatma Gandhi foi um dos maiores líderes pacifistas da história. À frente do movimento pela libertação da Índia da colonização inglesa, reuniu milhares de pessoas em prol de uma disputa memorável na qual a resistência física e a inutilização de qualquer tipo de arma tornaram-no um grande herói da humanidade.  Ele também tinha um carinho especial por sua mãe, como se lê no trecho de sua autobiografia (https://goo.gl/a4pY9F):

“Minha mãe deixou uma impressão marcante  em minha memória: a de que era uma santa. Na verdade, era uma pessoa extremamente religiosa e não fazia uma refeição sem rezar. Uma de suas atividades diárias era frequentar o haveli. Pelo que me recordo, nunca deixou de completar os chaturmas (período sagrado de quatro meses de moderação e prática espiritual ).  Fazia as promessas mais difíceis e as cumpria sem hesitar. A doença nunca era motivo para deixar de realizá-las. Lembro-me de uma vez em que, mesmo enferma, seguiu à risca os votos do chandrayana. Jejuar dois ou três dias consecutivos não era nada para ela, e fazer somente uma refeição diária durante os chaturmas tornara-se um hábito.

Não contente, uma vez, durante um chaturma, jejuou em dias alternados. Em outra, prometeu não comer senão em cada aparição do sol. Nesses dias, eu e meus irmãos pequenos ficávamos mirando o céu, esperando o sol surgir para avisá-la. Todos sabem que durante o pico da estação chuvosa o sol nem sempre aparece. Lembro-me de alguns dias em que, quando surgia repentinamente no céu, corríamos para chamá-la e ela saía para ver com seus próprios olhos. Quando chegava, o sol já havia sumido e ela ficava sem comer.

– Não importa – dizia com alegria no coração –, Deus não quer que eu coma hoje. – E voltava para seus afazeres.”

No período em que esteve na cidade londrina, a fim de estudar Direito, muitas foram as dificuldades enfrentadas pelo indiano. A adaptação a uma nova cultura e os preconceitos sofridos em função da sua nacionalidade eram apenas alguns dos obstáculos, como se lê neste outro trecho: “O amor de minha mãe não me saía da cabeça, e à noite vinham-me lágrimas nos olhos e não conseguia pegar no sono.”

Jesus

Muito embora sejam poucas as passagens em que Maria aparece no Novo Testamento, do que se sabe é possível admirar. Alguém que abrigou em seu ventre o Mestre Jesus haveria de ser muito especial.

A última menção ao seu nome na Bíblia se dá na crucificação do filho. Ela, junto de outras três mulheres (sua irmã, a mulher de Cleofas, também de nome Maria e Maria Madalena), além do discípulo João, acompanharam o acontecimento profundamente consternados. Jesus, ao olhar para a mãe e vê-la chorar, confortou-lhe apontando para João, dizendo: “Mulher, eis aí teu filho!” e a João, ele falou: “Eis aí tua mãe!”. Ambos poderiam se amparar um no outro.

A cena em que Maria envolve o Cristo em seus braços, após horas de martírio, foi eternizada pelo escultor e pintor italiano Michelângelo. “Pietá”, criada no século XV – apesar de remeter a um episódio doloroso – é uma  bela e contundente representação do amor materno.

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Autobiografia de um Iogue: https://goo.gl/8MbUWq

Gandhi – Autobiografia: https://goo.gl/a4pY9F

O pequeno livro de Maria: https://goo.gl/sekWjC

 

 

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